Toda a obra tem uma referência grande à sua época e sociedade, o artista é um mediador cultural importante justamente por essa ligação, mas já se perguntou o porque algumas obras nos marcam e são lembradas e estudadas por séculos e séculos? Seria a obra apenas uma representação de uma época ou seria algo acima disto?
Muitas obras ultrapassam sua época e sociedade, veja a Monalisa de Leonardo Da Vince, ela sempre será famosa mas não apenas por já ser famosa, mas justamente por ainda ter aquele "ar misterioso" que é estudado até hoje. O mesmo pode ser dito da escultura "O pensador" de Rodin ou do quadro "A Guernica" de Picasso, nosso autor de hoje.
E a arte contemporânea? Não vai falar dela Vivi? Sim, temos artistas que serão eternos, mas ainda é cedo para falar, principalmente pelo pouco tempo das obras, no entanto quando vamos a um museu com obras contemporâneas é "normal" parte do público não entende-las, seria isso um sinal de que parte da arte contemporânea não será eterna? Já comentamos sobre isso no post o tédio em uma exposição de arte e notamos por lá a importância desse assunto.
Atualmente foi inaugurado na Rússia uma nova sede do museu Garage, um museu com uma "pegada" diferente: um trabalho educativo excelente, bibliotecas e um restaurante muito procurado, mas esse jeito diferente do Garage faz com que parte da classe "entendedora" de arte se incomode e desmereça o trabalho tão prestigiado principalmente por jovens que "escutam" as obras apenas por mudar o ambiente onde elas se encontram.
Haverá sempre uma grande diferença entre as obras eternas e as passageiras, aquelas que "escutamos" e as obras mudas. Pessoalmente acredito que hoje uma parcela da arte é feita apenas para "entendedores", isso provoca um silêncio dentro da compreensão da arte na outra parcela. Talvez o que necessitamos hoje seja um trabalho museológico que fale a língua principalmente dos que pouco tem acesso à arte ou de artistas que falem uma língua mais compreensível, mas quem saberá?
E você? O que acha?


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